O manual da redação

Clara explica que o projeto do manual veio culminar o conjunto de ações da reforma do jornal Estado de Minas. De modo particular, neste ano houve uma reforma gráfica e editorial bem radical, lançada com o novo projeto, no dia 7 de março. Dentro desta reforma percebeu-se a necessidade de uma padronização pouco mais rigorosa, uma vez que a anterior era menos organizada e definida. Por este motivo foi criada uma comissão com quatro jornalistas: a própria Clara Arreguy, Luiz Fernando Perez, Ronaldo Lenoir e Sílvio Scalioni. Esses jornalistas tiveram cinco meses para desenvolver uma pesquisa e redigir o manual.
A palestrante deixa claro que as mudanças introduzidas pelo novo projeto gráfico do jornal visa facilitar a leitura por parte do leitor, de forma a traduzir as informações através de uma série de outras maneiras que não seja o texto. Porém, o texto continua preservado, sem nenhuma perda em relação à integridade e à substância.
Este novo modelo oferece ao leitor outras formas de chegar às informações sem ser a leitura do texto inteiro. Para exemplificar esta afirmação, a jornalista disse que junto ao título encontra-se um resumo. Ao lado de uma informação que for numérica, o leitor vai ver um gráfico. Uma informação que pode ser traduzida em forma de imagens, virá em infográfico, mapas e fotos trabalhadas, com uma retranquinha, que hoje se chama insert. Na verdade trata-se de um resumo em dez linha sobre o pensamento de uma pessoa citada no texto que tem opinião diferente da maioria.
Clara Arreguy salienta que essas são maneiras de atrair o leitor, para que busque no texto informações substanciosas.
Para desenvolver o tema mais específico da palestra, a jornalista começou falando da reforma que o jornal passou nos últimos tempos até a grande reforma gráfica deste ano. Os primeiros passos para a elaboração do manual foram desenvolvidos através de levantamentos de dúvidas e questionamentos, erros freqüentes, consulta de outros manuais profissionais, como o da Folha de São Paulo, Estadão, Globo, Editora Abril e outras fontes como gramáticas e dicionários. Também se detiveram na leitura do próprio jornal, investigando o tipo de ocorrência que estava sendo problemática. A realidade cotidiana do jornal dava pistas por onde caminhar. Então definiram a estruturação do manual: estilo, erros e dúvidas mais freqüentes. O primeiro anexo 1 trata de regência, complemento, preposição e verbo. O segundo anexo dos termos médicos e o terceiro dos termos jurídicos. A parte quatro aborda a informática e por fim o código de ética. “O manual foi uma necessidade urgente para o Estado de Minas”, observa.
A palestrante salienta que o manual não coloca uma camisa de força na redação, obrigando as pessoas a escrever igual. Também não tira a criatividade do estilo, mas ajuda a enriquecer o vocabulário, facilitando o uso das palavras corretamente, de forma a variar os termos. De acordo com Clara, manual não se propõe ensinar as pessoas a escrever, mas dá dicas, toques e tira dúvidas, além de conter também o código de ética da empresa informativa, que é o pacto que o jornal faz com seu leitor. “O código apresenta a espinha dorsal do bom jornalismo, que a gente quer praticar e que se compromete a fazer com o leitor”, acrescenta.
A divulgação do novo manual do Estado Minas, está acontecendo através da venda em livrarias e está sendo divulgado para os estudantes e profissionais da área. Os elaboradores estão fazendo palestras nas principais escolas de Jonalismo do Estado. Dessa forma pretendem atingir o público alvo do Estado Minas.

 

Estado de Minas lança manual da redação


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