Saiba como evitar a má formação de fetos

Crianças de diferentes pontos da América Latina são atendidas por instituição brasileira


Kátia Cecília
3 período de jornalismo


A má formação fetal se dá por fatores ambientais e genéticos. Essa foi uma
das abordagens feitas pela enfermeira Amélia Darbem Pantaleão Pereira, durante a palestra aos alunos do curso de Enfermagem durante a Semana de Seminários. A palestrante declarou que os ambientes poluidos estão associados à problemas de microcefalia, lábio leporino, entre outras doenças do feto.
O uso de drogas, também, é causa de uma série de alterações ocorridas na vida intra-uterina, como a má formação de membros ou a baixa estatura. Ela falou sobre fatores químicos, lembrando a talidomida que é uma má formação ou não formação de membros. Essa doença manifestou-se em grande número na década de 60, devido ao uso de determinados tipos de remédios durante a gestação.
Ela destacou que o uso de medicamentos, tendo como base o ácido retinóico, em compostos no tratamento de acne, estão relacionados com a má formação do sistema nervoso central. Amélia Pantaleão observou que muitos casos de má formação podem ser diagnosticados ainda na fase fetal. Por exemplo, a Sindrome de Down pode ser identificada através de uma análise do líquido placentário. Já o lábio leporino, fenda palatina e espinha bifeta podem ser diagnosticadas, também nessa fase, através da ultrassonografia.
A palestra teve a participação da bióloga Alessandra Gomes Bedore. Ela explicou que as intervenções cirúrgicas, para corrigir as más formações, são feitas pelos profissionais da saúde após o crescimento. É importante esperar que as crianças apresentam ganho de peso e fortalecimento do sistema imunológico, em se tratando das fissuras, fendas labiais ou palatinas, que não levam a morte. Ao contrário, as genesias renais e algumas cardiopatias necessitam de correção quase que imediato, ou seja logo depois do nascimento, por representarem risco de vida para as crianças.
Esses problemas são encaminhados, geralmente, ao CENTRIM, localizado em Bauru (SP), que oferece toda assistência a esses pacientes, com equipe multiprofissional, serviço de apoio e área de lazer. E o mais importante: o atendimento é gratuito. Para isso, basta um encaminhamento do pediatra ou obstetra que acompanha o caso. A unidade recebe pacientes de toda a América Latina.

Outras informações da XII Semana de Seminários