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Colegiado contribui para a melhoria do curso
Naire Carvalho
3º período de Jornalismo
O Colegiado é o órgão máximo do curso que atua frente às diferentes solicitações do aluno. Constituído por oito membros – diretor, assistente pedagógico, cinco docentes e um discente – o órgão existe para contribuir na proposta pedagógica do curso. Sua função é auxiliar no cumprimento do projeto pedagógico visando sempre à formação do aluno. Dentre suas atribuições está a formulação político-pedagógica do curso; orientação e elaboração de projetos; aprovação de planos de ensino dos professores e a decisão sobre a reaplicação de atividades perdidas pelo aluno.
As reuniões normalmente acontecem duas ou três vezes por semestre e, em caso extraordinário, os membros são convocados com até 48 horas de antecedência. A reunião é presidida pelo diretor e são discutidas melhorias para o curso e requerimentos de alunos. Tais solicitações são analisadas de acordo com os fatores que influenciaram o não comparecimento do aluno no dia estipulado para a execução das atividades, podendo o pedido ser deferido ou não. O resultado é passado ao aluno pelo assistente pedagógico do curso.
É o caso da universitária Patrícia Silva Carvalho, 1° período de Biomedicina, que só veio a conhecer o Colegiado após requerer uma segunda chamada de prova. “Soube da existência do Colegiado quando perdi a prova. A professora falou que eu teria que recorrer ao conselho para que meu pedido fosse analisado e aprovado”, conta Patrícia.
O Colegiado tem papel fundamental na elaboração dos planos de ensino dos professores. De acordo com a diretora do curso e presidente do Colegiado de Biomedicina, Maria Tereza Laguna, o plano de ensino é elaborado com base no projeto pedagógico do curso e apresentado pelos professores como um compromisso de como as disciplinas serão desenvolvidas no decorrer do semestre. Cabe aos membros avaliar e deferir; caso contrário, o professor deverá modificar os pontos reprovados.
Para o graduando em Biomedicina e representante do corpo discente no Colegiado, Antonio Nunes Neto, as reclamações acolhidas com mais frequência pelo Colegiado são com relação à didática dos professores e à avaliação complementar aplicada pela instituição no final do semestre. “Em se tratando de didática pedagógica, existem várias reclamações a esse respeito. Tem professor que, sem lâmina, não sabe explicar a matéria”, acrescenta Neto.
Antonio Neto, além de representar o corpo discente no Colegiado, é membro do Diretório Acadêmico (DA). Segundo ele, as eleições para integrar os órgãos DA, Diretório Central Estudantil (DCE) e Colegiado são feitas anualmente. Mas podem variar de acordo com o regimento de cada curso. A eleição é feita para escolher os integrantes do DA e, logo após, seus membros elegerão um integrante para representar os discentes no Colegiado. “A diretoria prefere um integrante do diretório acadêmico pelo fato de já estar envolvido com o movimento estudantil, estar por dentro da didática; dos problemas do curso”, diz.
Mas o representante não precisa ser membro do DA. O aluno que estiver interessado em assumir o compromisso poderá procurar o Diretório Acadêmico; este irá analisar e eleger o candidato que melhor poderá representar todos os alunos no Colegiado. As decisões tomadas pelo Colegiado são difundidas entre os representantes de sala e cabe a estes levá-las aos demais alunos.
Os integrantes dos órgãos DA, DCE e Colegiado são beneficiados no programa Atividades Complementares. Sua atuação é creditada no Piac. “Devemos participar dos órgãos não somente para ganhar créditos, mas para ajudar na melhoria do curso”, finaliza Neto. |