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Representantes de sala precisam ser exemplos para a turma
Universitários devem participar ativamente para melhorar a qualidade de sua formação
Danielle Maia
8º período de Jornalismo
Ao ingressar na universidade, geralmente, o estudante ainda não tem noção de como sua participação pode ser importante para o bom andamento de seu curso. As responsabilidades dos universitários começam logo no início, com a escolha do representante de classe. Tudo parece ser muito fácil à primeira vista, mas o fato é que a escolha não é uma tarefa assim tão simples. O representante de classe é a pessoa que irá falar em nome da turma perante outros órgãos, como Colegiado, o Diretório Acadêmico (DA), o Diretório Central Estudantil (DCE) e até mesmo coordenações do curso, fazendo reclamações, buscando melhorias ou dando sugestões.
A melhor forma de eleger seu representante é conhecer a pessoa antes, identificar-se com ela, não apenas por uma amizade, mas por seus objetivos, por sua vontade de correr atrás de melhorias e interagir com os colegas. O aluno deve mostrar-se comprometido com os estudos, interessado na qualidade de sua formação acadêmica e consciente de que deve ser um exemplo para a turma. Muitas vezes, da mesma forma que os políticos corruptos, maus alunos se candidatam para o cargo de representantes apenas para conquistar prestígio e usar o cargo para algum proveito pessoal. Isso provoca distorções graves na representatividade, pois toda a turma sai prejudicada quando um “mala”, que tira nota baixa e atrapalha as aulas, vai “reclamar” ou “exigir” dos professores qualidade de ensino...
Outro órgão importante para o bom desempenho dos cursos, e que também é escolhido pelos próprios estudantes, é o Diretório Acadêmico (DA). Na Uniube, há aproximadamente 25 DAs, sendo que em cada um deles atuam cerca de 13 pessoas, sendo distribuídas funções – como, por exem-plo, diretoria cultural, social, de esportes, entre outros –, tudo isso para me-lhor aten-der às necessidades do curso e de seus estudantes. O papel destes integrantes é buscar melhorias para seus respectivos cursos e promover atividades culturais e de lazer, tais como festivais de música, teatro e cinema; além, é claro, das tradicionais festas universitárias. O DA é como uma voz ativa no curso, são pessoas que devem dedicar-se para o bem comum.
As eleições, tanto para representante de classe, quanto para o DA, variam de um curso para o outro. Algumas são realizadas anualmente; outras, semestralmente, o que não minimiza o valor de uma boa escolha. “As pessoas não têm noção da dimensão da importância desses representantes para eles”, é o que diz a estudante, representante de classe e do DA do curso de Direito, Rochelle Gutierrez.
Por tudo isso, é de extrema importância que os alunos universitários se preocupem em conhecer os candidatos, as chapas inscritas e, prin-cipalmente, suas propostas, projetos e objetivos a serem alcançados. Da mesma forma que na política devemos escolher bons represen-tantes, estudantes devem estar atentos aos DAs. Quando estudantes escolhem maus alunos como representantes de turma, todos perdem. Cursos com movimentos estudantis conscientes e interessados em qualidade de ensino só têm a ganhar. |