Nutricionista tem mercado amplo
Curso forma profissionais para trabalhar em clínicas e com a comunidade

Danilo Cruvinel
Projeto busca a valorização das participantes

Danilo Cruvinel
Leandro Luz
3º Período de Jornalismo

O nutricionista deve ser um profissional capacitado para atuar em clínicas e também com grupos e comunidades. O diretor do curso de Nutrição da Universidade de Uberaba, Ricardo Gonçalves Coelho, explica que o mercado de trabalho é amplo, dividido em três grandes áreas: nutrição clínica, social e alimentação coletiva. O curso é semestral e possui a duração de quatro anos, para quem optar pelo período vespertino, e cinco, para o noturno.

A nutrição clínica é a responsável por apagar a imagem negativa que os pacientes têm da famosa comida de hospital. A ideia de que elas são sem gosto, sem uma coloração agradável, faz parte do passado. A nutrição clínica prova que é possível equilibrar uma boa alimentação, adequada ao paciente, sem contudo submetê-lo ao sacrifício de ter que comer mal. O nutricionista elabora dietas diversificadas, de acordo com a enfermidade e necessidade de cada paciente, exigindo assim uma constante presença nos hospitais.

Já na alimentação coletiva ou nutrição de produção, o nutricionista atua nas Unidades de Alimentação e Nutrição (UAN) e restaurantes coletivos de fábricas. O profissional elabora cardápios para satisfazer os funcionários, aliando a qualidade dos alimentos com o seu valor nutricional. Pode parecer excesso de zelo, mas o funcionário de uma empresa precisa ter cuidados com a alimentação até porque é através dela que se garante uma boa produtividade.
Na nutrição social, o nutricionista é responsável pela alimentação em grupos, creches, comunidades e escolas. O objetivo é a orientação para uma alimentação saudável, avaliando o estado nutricional, identificando riscos para saúde e promovendo o bem-estar e qualidade de vida.

“Muita gente acha que a nutrição atua somente em cozinhas e que vai aprender a cozinhar, mas não é bem assim”, esclarece Kleber Pereira Oliveira, aluno do 8º período e estagiário do projeto Alimentando o Saber (saiba mais sobre o projeto no box ao lado).

Já Priscila Januário Gontijo, também aluna do 8º período e estagiária do projeto, diz que mudou sua visão a respeito da área de atuação do curso quando percebeu as várias áreas em que poderia atuar. É também função do nutricionista mensurar o valor nutricional e calórico dos alimentos, além de trabalhar na inspeção sanitária deles.

Os alunos estudam todas as disciplinas básicas dos cursos de saúde, como anatomia, fisiologia, patologia, microbiologia e histologia. Segundo Ricardo, o “maior susto” dos calouros é com a química. “Muitos não sabem que vão estudar essa matéria, e outros não acreditam. Devido a esse choque, existe uma pequena desistência no primeiro período”, esclarece.
Para Ricardo, trabalhar em nutrição clínica é o desejo de muitos alunos que entram para o curso. “Eles adoram vestir branco”, brinca. O professor Ralph de Castro é um bom exemplo deste pensamento. Antes de entrar no curso ele queria atuar em clínicas, mas ao longo do curso percebeu a sua vocação. “Na verdade, o curso oferece um leque muito grande no mercado de trabalho. Eu entrei com essa concepção (atuar em clínicas), mas depois percebi que existe uma área ampla; você pode atuar em grupos, creches, escolas e comunidades.”

Ralph ainda exalta como a nutrição é fundamental para uma boa saúde. “Ela é capaz de melhorar o nosso humor e autoestima. Hoje, muitas pessoas sofrem com doenças crônicas que lesionam o nosso organismo e a nutrição é essencial nestes casos”, esclarece.


Nutrição está além da cozinha
Curso de Comunicação Social/Universidade de Uberaba - 2009