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Programas garantem inclusão de adolescentes no mercado
Probem e Jovem Aprendiz incluem jovens no campo profissional
Iara Rodrigues de Oliveira
Pâmela Paulino Guarato
3 º período de Jornalismo
Verônica Boaventura |
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Aluna do Probem encontra oportunidade de emprego como "guarda-mirim" |
Direito de trabalhar, escolher o emprego e ter condições justas de trabalho são algumas vantagens garantidas pela Declaração Universal dos Direitos Humanos a todas as pessoas. Para os jovens, além destes privilégios existem outros assegurados pela lei do menor aprendiz. Esta lei estabelece cotas para contratação e formação técnico-profissional de jovens entre 14 e 24 anos e estipula a duração do contrato de aprendizagem, a jornada de trabalho diária de um aprendiz, além de uma série de benefícios e deveres para os mesmos. Em Uberaba, através de programas como Probem e Jovem Aprendiz, alguns jovens têm oportunidades de entrar no mercado de trabalho.
O programa Jovem Aprendiz, desenvolvido pelo Senac (Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial) e empresas parceiras, beneficia por ano apro-ximadamente 150 pessoas entre 14 e 24 anos. Estão disponíveis no programa os cursos de aprendizagem e serviços administrativos; e aprendizagem e serviços de supermercado. De acordo com Cássia Mara Ferreira, supervisora pedagógica, o programa funciona baseado na lei da aprendizagem comercial. A partir de um cálculo, as empresas são notificadas pela DRT (De-legacia Regional do Trabalho) sobre a quantidade de aprendizes que elas vão ter. A empresa seleciona o aprendiz e o encaminha para fazer o curso no Senac. A duração do contrato de trabalho é de um ano e o aprendiz tem os benefícios que a empresa oferece.
Thiago Augusto Lhanas Ribeiro tem 15 anos, cursa o 1º colegial e foi selecionado pela empresa Pernambucanas. “Fiz uma prova, consegui passar e eles me chamaram”, relata Thiago. Ele soube do Jovem Aprendiz por um amigo e então decidiu deixar currículo nas empresas. O emprego como vendedor na Pernambucanas veio junto com o curso no Se-nac. O trabalho é intercalado com o curso: em uma semana ele trabalha na empresa, com uma carga horária diária de 3 horas e 30 minutos, na outra semana, faz curso.
O Probem atende 680 adolescentes entre 14 e 18 anos. Segundo Marcela Gomes de Oliveira, chefe da seção sócio-empresarial, o Probem se-gue a lei do menor aprendiz. Os cursos disponíveis são: auxiliar administrativo; informática básica e avançada; e práticas comerciais e bancárias. O programa conta com 157 empresas parceiras e 16 secretarias, informa Marcela Gomes. Para ingressar no Probem é preciso ter um certificado de 120 horas de qualquer curso feito em órgão público. Com o certificado em mãos, o adolescente deve fazer um cadastro no Probem. Após ser cadastrado no programa, é ava-liada a situação econômica e familiar do adoles-cente. O jovem selecionado passa por 30 dias de treinamento e realiza uma prova escrita. Ingressando no Probem, o adolescente trabalha 4 horas e faz 2 horas de curso. Neste ano, 69 adolescentes foram contratados após o término do contrato.
Daniela Cristina Amaral, de 17 anos, trabalha na Fosfertil através do programa. A adolescente fez curso de auxiliar de departamento pessoal, aos 14 anos. “Depois que passei no curso pelo Ceju, fiquei um ano esperando para ser chamada”, comenta a jovem. Daniela tem quase todos os direitos trabalhistas, com exceção do seguro desemprego. Sua carga horária é de 20 horas semanais. O contrato da jovem acaba em janeiro de 2009, mas ela já foi encaminhada para ser contratada na empresa em que trabalha.
A escola anda junto com o emprego. O adolescente que trabalha no Probem deve frequentar o ensino fundamental ou médio e ter bom desempenho escolar. Para ingressar no Jovem Aprendiz a situação é semelhante. O participante tem que estar matriculado na escola ou já ter concluído. Na cidade, além do Probem e do Jovem Aprendiz existe outro programa que oferece oportunidade aos jovens. Conforme Cássia Mara, no Senai (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial) tem a aprendizagem voltada para a indústria. “No Senac a aprendizagem é voltada para o comércio”, conclui. |