Natal


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Andréia Rosa de Carvalho
3º período de Jornalismo
Todo ano Ele chega! Para alguns mais rápido, para outros mais devagar. Quando se é criança o tempo demora a passar e parece até que o Natal é comemorado de 5 em 5 anos. É um tempo mágico e de inúmeras alegrias para muitos, e para outros apenas mais um feriado do calendário. Temos, também, inúmeras lojas enfeitadas e com diversos tipos de presentes. Não importa se o mundo está em crise, quando os relacionamentos estão bem ou não, é preciso sempre demonstrar nosso carinho e amor com um obséquio. O que não imaginamos é que muitas vezes não só nessa data, mas em várias outras perdemos o seu sentido original e até mesmo de nossas vidas. Muitos não sabem o que é comemorado. E, o que é mesmo? Ah! É dia do nascimento de Jesus. Há os que acreditem em Jesus, no Papai Noel, ambos parecem ser imortais nessa época.

O Natal se aproxima e com ele toda sua magia. Pessoas montando árvores, comprando enfeites, montando presépios e preparando o bolso para a festa do consumismo. Gastam todo o dinheiro que têm e até o que não têm com presentes para a família e amigos, Ceias de Natal e demais acessórios. A maioria das pessoas vê o Natal como um tempo de alegria. Entretanto, podemos considerar, na nossa sociedade contemporânea, que Natal é o tempo da anestesia, como em outras datas também. Grande parte das pessoas ficam tristes, aborrecidas, sem dinheiro e com vários problemas o ano todo. Mas, de alguma forma conseguem, no Natal, reverter essa situação. Nessa data, parece que todas essas dificuldades desaparecem, como se elas não existissem até o fim das festas. As pessoas não comemoram mais o Natal por ser uma data cristã ou para celebrar com a família. Na maioria das vezes isso é só um pretexto para anestesiar a dor e o sofrimento, com presentes, enfeites, bebidas e belos perus e chésteres.

Ao longo dos anos muitas datas comemorativas foram perdendo seu sentido. Dia da Independência, Proclamação da Repúlica, Dia das Mães e até mesmo o Natal. Mudaram seu significado, de dias para comemorar a vida, ou um ideal, a meros dias de descanso, em que se gasta muito dinheiro em passeios, diversões, presentes e festas. O importante, afinal, é descobrir o efeito mágico que leva as pessoas a se comportarem “mal” durante todo o ano e se redimirem ao final dele. E isso não é coisa só de criança, é hora de fazer uma boa ação, dar uma cesta básica, visitar hospitais, asilos e creches. Mas, afinal, o que leva as pessoas a se sentirem assim? Um forte sentimento mágico que contagia a todos. Naquela casa em que te criticaram, brigaram e muitas vezes te ignoraram, na Grande Ceia é hora de se abraçarem... Repensar a sua história e aguardar o novo ano com a esperança de que será bem melhor...

 

Curso de Comunicação Social/Universidade de Uberaba - 2008