A oportunidade de presentear crianças carentes no Natal
Através de cartas ao Papai Noel, é possível fazer a alegria de muitos nas festas de fim de ano


Andréia Rosa de Carvalho
Comunidade tem acesso a cartas escritas por crianças
Andréia Rosa de Carvalho
3º período de Jornalismo

A esperança de um natal diferente torna-se real para muitas crianças que fazem seu pedido ao Papai Noel. Através dos Correios, é promovido todos os anos, desde 1997, o Projeto Papai Noel, que conta com a participação de voluntários para exercer o papel do bom velhinho.

O Natal tem um significado a mais com a presença do Papai Noel. Estudiosos afirmam que a figura do bom velhinho foi inspirada num bispo chamado Nicolau, que nasceu na Turquia, em 280 depois de Cristo (d.C). A festa natalina de muitas famílias esse ano terá mais alegria com os presentes doados por voluntários que se oferecem para presentear crianças até 12 anos. Assumem a responsabilidade e fazem o papel do Papai Noel, trazendo alegria a muitas crianças.

Através de uma amiga, a estudante Fernanda Oliveira Cardoso já conhecia o projeto, e esse ano resolveu participar. “Minha amiga apenas me mostrou algumas cartas e perguntou se eu queria ajudar. Eu gosto muito dessas coisas. Então, escolhi logo duas cartinhas entre as que mais me emocionaram”, conta Fernanda.

Muitas amigas da sala de aula do curso de Direito de Fernanda também quiseram contribuir e levaram os pedidos para casa. “Eu gosto muito dessas ações solidárias. Sempre ajudei com rifas, doações de alimentos, roupas, etc. Acho que se temos dinheiro pra sair no final de semana, beber uma cervejinha, comprar roupas e tudo mais, não custa nada doar um brinquedo para uma criança carente”, conta.

O Projeto Papai Noel recebe cartas do país inteiro que são previamente selecionadas e, posteriormente, expostas nas agências dos Correios para as pessoas que quiserem colaborar. Cada uma escolhe a carta que melhor se encaixar na sua disponibilidade financeira e, no Natal, pode presentear a criança pessoalmente ou deixar o presente na agência central dos Correios para a entrega.

Numa das cartas, a mãe escrevia em nome do filho de 10 meses e pedia apenas uma roupa nova para o filho, pois ele precisava muito. Fernanda conta que se sentiu tão motivada que vai conseguir um enxoval inteiro para ele.

Já na outra cartinha, a criança tem 10 anos e está pedindo um patim. “Eu me emocionei porque quando eu era criança sempre quis um patim e meus pais não me deram porque não tinham condições. Acabei ganhando de uma tia de São Paulo, e foi o dia mais feliz da minha infância! Me senti no lugar dessa criança”, diz Fernanda.

A expectativa é grande dos dois la­dos, tanto de quem vai dar os presentes, como de quem vai receber. “Elas vão a­mar, com certeza. Só que ao mesmo tempo em que há crianças que pedem coisas muito caras como PS2, avião de controle remoto, outras pedem o pai de volta, pois fo­ram abandonadas, ou pedem uma cesta básica para terem o que comer no Natal. Me emocionei bastante ao ler as cartas”, ressalta Fernanda.

O gerente regional dos Correios de Uberaba, Rodrigo Felippe Lisboa, diz que no ano passado seis mil crianças enviaram seus pedidos ao Papai Noel, e 97% delas receberam os presentes. “É muito importante a participação de todos. Vale à pena ir até a agência central, escolher uma cartinha e fazer uma criança feliz. Com isso, contribuímos para um Natal mágico”, afirma o gerente.

O Projeto Papai Noel dos Correios é uma ação corporativa, desenvolvida em todas as 28 diretorias regionais do país. Seu foco central é o envio de carta resposta às crianças que escrevem ao “Papai Noel”. Lisboa lembra que brinquedos ainda são os itens mais pedidos, entretanto, algumas crianças pedem materiais escolares e até cestas básicas. O objetivo principal é manter a magia do Natal.

 

Curso de Comunicação Social/Universidade de Uberaba - 2008