Lei seca muda rotina dos motoristas

José Miguel
3º período de Jornalismo

A lei seca, que prevê maior rigor contra o motorista que ingerir bebidas alcoólicas, foi sancionada no dia 19 de junho de 2008. Agora, o motorista que consumir acima de seis decigramas de álcool por litro de sangue e assumir a direção de um veículo vai cometer um crime de trânsito. A punição prevê suspensão da carteira de habilitação por um ano, multa de R$ 955,00, retenção do veículo e até a prisão do condutor por um período que pode chegar até a 3 anos. A informação é de Renê Inácio de Freitas, chefe do Departamento de Trânsito de Uberaba.

Para se ter uma idéia do efeito do álcool no organismo humano, o inspetor da Guarda Municipal, Carlos Rodrigues dá alguns exemplos.

“Uma pessoa que pesa até 45 quilos, com 2 copos de cerveja pode ultrapassar o índice permitido. Já uma pessoa com 80 quilos teria que ingerir um pouco mais de bebida para chegar ao mesmo índice, ou seja, varia de uma pessoa para outra e depende também do organismo de cada uma”.

A lei já começa a dar resultados. As blitze começaram a ser realizadas e, com isso, as pessoas que gostam de beber e dirigir vão ser obrigadas a mudar de hábitos. Ticiano Dagrava, editor de imagens, freqüenta bares todos os finais de semana e consome bebida alcoólica. Ele diz que para não ter problemas com a lei, a saída, de agora em diante, vai ser confiar na habilidade da namorada para dirigir na hora de voltar para casa. Já o publicitário Leandro Vitalino diz que não está muito preocupado com a lei e continua dirigindo mesmo depois de consumir bebida alcoólica. Porém, depois de informado sobre as penalidades, Vitalino garantiu que vai rever seus conceitos sobre a nova lei.

O rigor da lei reflete também na economia.
Os mototaxistas estão eufóricos com a lei seca. Eles acreditam que com o início das fiscalizações os motoristas serão obrigados a deixar o carro em casa e é aí que aparece a oportunidade. Anderson Candido é atendente despachante de uma central de mototáxi e acredita que o número de chamadas, que antes girava em torno de 600 por dia, irá subir cerca de 70 por cento, podendo chegar a um número de 1000 ligações diárias.

Curso de Comunicação Social/Universidade de Uberaba - 2008