Vida perdida na fumaça


Desenho feito por Lucas Junior
Marcelo Lara
5º período de Jornalismo

Um produto legal que provoca morte. Quem defende o vício do cigarro busca a fragilidade da sensação de prazer e esquece que a nicotina provoca alterações fisiológicas que vão além da força de vontade das pessoas. O doutor Dráuzio Varela deixa claro que a dependência não é psicológica e sim um mecanismo diabólico, como ele definiu em artigo publicado na Folha de São Paulo. Fez referência à revista “Scientific American” que publicou o resultado de um trabalho iniciado em 1997.

A pesquisa revelou que agitação, irritabilidade, dificuldade de concentração, ansiedade, queixas características da síndrome de abstinência, surgiram, em apenas dois dias, em 10 por cento dos adolescentes que fumaram uma única vez. O cerco se fecha limitando o convívio social dos fumantes. Exemplos vêm do estado vizinho. Nas dependências da faculdade de Medicina da USP e do Hospital das Clínicas de São Paulo quem fumar pode ser multado em R$ 560,00. Mudar conceitos é um desafio que já foi enfrentado com sucesso pelo InCor (Instituto do coração), em 1993, quando baniu o cigarro de suas dependências. Hoje, funcionários fumantes representam menos de 10 por cento; há dez anos o índice passava de 25 por cento. Desde maio, vigora uma lei em São Paulo que proíbe o fumo em bancos, hospitais, escolas, faculdades e repartições públicas.

Mas só agora o rigor antifumo, de fato, vem sendo colocado em prática. A sociedade, aos poucos vai estimulando o fim do tabagismo. O ideal é começar nas escolas incluindo no currículo disciplinas sobre o tema. No campo publicitário mudanças, as empresas tabagistas tem até o início de 2009 para trocar as imagens das embalagens. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária regulamentou uma nova campanha com conceitos que vão chocar mais e atingir os jovens. O envelhecimento precoce, por exemplo, é representado pelo rosto de uma mulher dividido pela metade. De um lado, uma face com aparência saudável; do outro, a mesma face projetada através de um maço de cigarro com a pele enrugada, seca e manchada. O desafio é evitar o surgimento de novas gerações de fumantes.

Curso de Comunicação Social/Universidade de Uberaba - 2008