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Basquete,
em Uberaba, espera por incentivos
Clubes
não conseguem manter um time competitivo na cidade
Danilo Cruvinel |
Time feminino de basquete, atual campeão do JIMI, junto com o técnico Mário Fernandes Oliveira |
Danilo
Cruvinel
2º
período de Jornalismo
A
cidade de Uberaba sempre foi destaque nacional na criação
de gado Zebu, porém, por várias vezes, houve a
tentativa de que a cidade se tornasse uma potência também
em um esporte, que no Brasil encontra sérias dificuldades para
alcançar o sucesso: o basquete.
Com
pouco incentivo da iniciativa privada, do poder público
municipal e com as grandes crises financeiras enfrentadas pelos
clubes da cidade, tornou-se praticamente inviável a criação
e a manutenção de um time competitivo na cidade. De
acordo com o diretor de esportes especializados da Secretaria
Municipal de Esportes e Lazer de Uberaba (SMEL), Flávio
Henrique Bernardes Santos, a situação do basquete
uberabense é mais grave. “Falta profissional especializado
na área”, diz ele ao comentar sobre os motivos desse esporte
não conseguir “vingar” na cidade.
Um
dos poucos profissionais nesse esporte é Mário
Fernandes Oliveira Neto, o Marão, que atualmente é o
treinador dos times masculino e feminino de Uberaba, que disputam o
JIMI (Jogos do Interior de Minas), da categoria de base feminina e o
coordenador da masculina, que conta com o apoio da SEDESE (Secretaria
do Estado de Desenvolvimento), e integrante da comissão
técnica da Seleção Brasileira feminina juvenil.
Ele concorda com Flávio sobre a falta de pessoas
especializadas no basquete municipal, comparando com outras cidades.
“Em Belo Horizonte você tem o Minas Tênis Clube,
Associação Magnun, Mackenzie Esporte Clube, Olímpico
Club, Esporte Clube Ginástico, e muito mais. Em Betim, são
pelo menos cinco times; Uberlândia tem o Uberlândia Tênis
Clube, SESI (Serviço Social da Indústria), Praia Clube,
Clube Girassol, e mais alguns. Em Uberaba, no basquete “andante”
só existem esses, dos quais faço parte”. Marão
cita como basquete “andante”, porque em Uberaba existe o time em
cadeira de rodas, que é treinado por Luis Gustavo Goulart.
Marão
também foi treinador do time profissional feminino da cidade,
que na temporada dos anos de 2006 e 2007, foi vice-campeão,
surpreendendo a todos, principalmente os moradores da
cidade. “Para a temporada 2007/2008, o natural era que se esperasse
um investimento maior, mas o que se viu foi uma redução,
fazendo com que o time de Uberaba não entrasse no campeonato”,
explica o treinador o motivo da não participação
do time uberabense no campeonato seguinte. Ele fala ainda que falta
uma parceria entre o poder público e a iniciativa privada,
para que haja um grande investimento no basquete uberabense,
principalmente visando a uma continuidade, já que o que se vê
é sempre um início de trabalho, e nunca uma manutenção.
Outro
motivo citado por Flávio para que o basquete não
consiga sucesso na cidade, é o fato de os principais jogadores
uberabenses acabarem sempre indo jogar em outras cidades, fazendo com
que os times percam um pouco de qualidade e patrocínios.
Podemos
citar alguns exemplos de jogadores que saíram da cidade na
busca de se tornarem jogadores de basquete profissional. Um deles é
Rafael Souza, hoje um dos principais jogadores do time profissional
de Franca e que tem propostas de vários clubes internacionais,
além de ter defendido a Seleção Brasileira
sub-19 no mundial de 2007, na Sérvia, onde conquistou o 4º
lugar, feito inédito para a categoria. Felipe Cruvinel Costa
joga atualmente nas categorias de base do Uberlândia Tênis
clube e foi convocado para a seleção mineira nos anos
de 2006 e 2007, que disputou o Campeonato Brasileiro de Seleções.
O
Programa de Educação em Tempo Integral (Proeti) é
o principal projeto relacionado ao esporte do mandato do prefeito
Anderson Adauto. Este projeto é uma parceria das Secretarias
de Educação e Cultura, de Esporte e Lazer, e da Saúde
e Desenvolvimento Social. Essa iniciativa visa ao desenvolvimento
bio-psico-social e cultural dos seres humanos, e tem como objetivo
desenvolver a interação dos estudantes por meio da
realização de experiências inovadoras na área
do esporte e lazer, possibilitando a melhoria da qualidade de vida e
a inclusão social. O programa abrange todos os bairros e
oferece a prática de todos os esportes, atendendo crianças
e jovens de seis a dezoito anos. Falando sobre o basquete, existem
apenas quatro núcleos que trabalham com este esporte,
comprovando a falta de incentivo, mencionado anteriormente pelo
técnico Marão.
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