|
|
|
Iniciação
científica desperta o interesse pela pesquisa Estudantes de graduação
recebem bolsas para o desenvolvimento de pesquisas acadêmicas
Marília Cândida |
Larissa pretende aliar pesquisas e prática no campo da Psicologia |
Marília Cândido
Lopes
4º período
de Jornalismo
A iniciação
científica é uma forma de pesquisa acadêmica
desenvolvida por alunos e orientada por professores. Esta atividade
desperta a vocação de pesquisador no aluno,
contribui para o aprofundamento de seus conhecimentos e
enriquece o currículo, pois ele entrará em
contato com as metodologias de pesquisa e ajudará a
encontrar respostas para as questões propostas no
projeto.
O projeto é
desenvolvido por professores e proposto à Pró-reitoria
de Pesquisa, Extensão e Pós-Graduação
(Propepe), onde é atribuída uma pontuação
referente ao currículo do proponente e aos planos de trabalho
dos alunos. Depois, uma comissão externa avaliará o
mérito científico da proposta. Os projetos com maior
pontuação nesse processo recebem bolsas para que se dê
início às pesquisas. A universidade oferece 65 bolsas:
30 com recursos da própria instituição; 20 da
Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas
Gerais, Fapemig; e 10 do Conselho Nacional de Desenvolvimento
Científico e Tecnológico, Cnpq .
As bolsas são um
auxílio financeiro concedido a um dos alunos envolvidos no
projeto. Existem três classificações para
esses alunos: bolsista, aquele que recebe o auxílio; o
não-bolsista, aluno registrado no projeto, mas que não
recebe auxílio; e o voluntário, aluno que acompanha as
pesquisas mas não tem seu nome vinculado ao projeto. Esses
alunos são escolhidos pelos orientadores, de acordo com o
perfil mais promissor dentre os interessados. Hoje, a Universidade de
Uberaba conta com mais de 200 alunos envolvidos em 83 projetos
de pesquisa.
Larissa Isaura Gomes,
estudante de Psicologia, está há um ano no projeto “Nas
tramas da rede: Educação, trabalho, subjetividade e
formação de professores”. Ela conta que a experiência
lhe proporcionou o enriquecimento de seus conhecimentos e que,
depois dessa vivência, ela se considera amante da pesquisa. “A
iniciação trouxe um crescimento pessoal muito grande
para mim, desenvolvimento de habilidades, escrita, fala. É a
questão do artesanato intelectual, que é construído
a cada dia, envolve dedicação, compromisso
e também muita ética.” Para Isaura é fácil
conciliar os estudos da iniciação e da graduação,
pois são atividades que se complementam, e a I.C.(Iniciação
Científica) exige somente 20 horas semanais de dedicação.
Outro estudante de
Psicologia, Jorge Silva, apesar de considerar uma rotina bem pesada,
também consegue conciliar o curso de graduação,
a pesquisa, e o emprego de um período na Uniube. Jorge
ressalta que, desde o primeiro período, já se
interessava pela iniciação. “Eu sempre me
interessei pela pesquisa, por buscar, construir o conhecimento”.
Ele participa do projeto...há um ano e já fez
parte de um outro por seis meses.
Para aqueles que
pretendem seguir uma carreira acadêmica, ter um projeto de
Iniciação Científica no currículo
pode ajudar muito no futuro e facilitar o ingresso no mestrado.
Segundo Geraldo Thedei Jr, coordenador do Programa de Bolsas de
Iniciação Científica, o estudante
acaba tendo contato com a metodologia científica mais
aprofundada. “Ele aprende como é o desenvolvimento de
um projeto, como é a elaboração de um projeto,
que é uma pergunta. O projeto é uma pergunta.” Ele
acrescenta que para a Universidade é essencial
manter esses projetos . “Uma Universidade não tem só
que transmitir o conhecimento que já
existe, ela tem que gerar novos conhecimentos, e é
importante que o aluno participe disso,” conclui. |