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Nova
terapia auxilia deficientes
Portadores da Síndrome de Down
utilizam a equoterapia como instrumento de reabilitação
Moema Rabelo  |
| Equoterapia melhora coordenação motora |
Moema
Rabelo
3º período
de Jornalismo
A síndrome de Down ou trissomia do cromossomo
21 é o tipo mais comum de deficiência mental e pode ser
considerada também um desarranjo genético. Ela é
percebida assim que a criança nasce, ou mesmo no período
da gestação. As crianças que nascem com a
síndrome de Down geralmente têm mais dificuldades na
aprendizagem, problemas na fala e na audição, e
propensão a contrair doenças cardíacas.
Segundo dados do
Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no
Brasil existem aproximadamente 300 mil portadores da síndrome
de Down, com média de um a cada 600 nascimentos. Uma das
instituições na cidade de Uberaba/MG que atende
portadores da doença é a APAE (Associação
de Pais e Amigos dos Excepcionais), que está há 35 anos
dando assistência a crianças e adultos portadores de
algum tipo de deficiência, principalmente a síndrome de
Down.
A diretora Maria Lucia
Cicci de Castro, há mais de 10 anos no cargo, diz que a APAE é
uma entidade que presta atendimento a crianças e adultos
deficientes, com sessões de fisioterapia, fonoaudiologia,
terapia ocupacional, entre outras. “A missão da APAE é
promover e articular ações de defesa e direitos,
prevenção, orientação e prestação
de serviço, dando apoio à família e a melhoria
de qualidade de vida da pessoa portadora de deficiência”,
acrescenta Maria Lúcia.
Em conversa com Alex
Abádio Ferreira, fisioterapeuta e coordenador clínico
da APAE, ele ressalta que a criança portadora da síndrome
de Down necessita de maiores atendimentos, como aulas
de fisioterapia, fonoaudiologia e visitas
ao psicólogo. “Aqui todas as crianças,
independente da deficiência, têm os mesmos
atendimentos. Elas são tratadas de acordo com a
necessidade de cada uma”, completa o
fisioterapeuta. A APAE dá assistência a
400 pessoas com a ajuda de cerca de 103 funcionários.
Equoterapia
Willian Rocha de
Oliveira, 28 anos, formado em fisioterapia pela Universidade de
Uberaba (Uniube) e especializado em neurologia pela Universidade de
Franca (Unifran), é um dos componentes da AME (Associação
Mineira de Equoterapia) de Uberaba. De acordo com ele, a equoterapia
é um trabalho que utiliza o cavalo como instrumento de
reabilitação, educação e inserção
social dos portadores de necessidades especiais.
A equoterapia é
recomendada para crianças e adultos com deficiência
física, síndrome de Down, paralisia cerebral, autismo e
qualquer outra necessidade especial. Nas aulas, a equipe é
composta por, no mínimo, um fisioterapeuta, um
psicólogo e um equitador para analisarem o
desenvolvimento de cada criança.
Marina Barretos
Guimarães, 7 anos, é portadora da
síndrome de Down. Ela faz equoterapia na AME desde
os 2 anos de idade, idade mínima para se começar
essa atividade. Seu pai, Fernandino Ribeiro Guimarães, diz que
desde quando sua filha começou a equoterapia os resultados
foram muitos. “Ela melhorou bastante a sua coordenação
motora e, principalmente, o relacionamento com as pessoas, que está
bem melhor”, conta Guimarães.
Para as crianças
portadoras da síndrome de Down, os benefícios com a
equoterapia são ainda maiores, devido à melhoria na
coordenação motora e na força muscular. “A
equoterapia para as crianças portadoras de síndrome de
Down é extremamente importante porque ajuda principalmente na
parte psicológica e pedagógica, aumentando a
auto-estima das crianças”, acrescenta Willian. |