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Estudantes partem em
busca de aventura
Michelle Parron
3º período de Jornalismo Já era tarde de sexta-feira, 6 de junho, e ainda não tínhamos bicicleta para todo o grupo. A saída estava marcada para as 5h30, madrugada de sábado. Com uma pauta na mão e a vontade de provar que, quando se traça uma meta, basta somar forças e manter o pensamento positivo para que o projeto se concretize, partimos de Uberaba, no Triângulo Mineiro, rumo a Buritizal, cidade do norte do Estado de São Paulo, quase na divisa entre os dois Estados, logo depois da travessia do rio Grande. O objetivo: fazer uma reportagem sobre como aproveitar um final de semana sem gastar muito dinheiro. No dia 07 de junho de 2008, Verônica Boaventura, Vinícios Ribeiro, Diego Aragão e eu, Michelle Parron,, todos alunos do curso de Comunicação Social da Uniube, buscamos testar nossos limites físicos e superar as barreiras mentais nos cerca de 130 quilômetros percorridos de bicicleta. O primeiro destino escolhido é Delfinópolis, uma das cidades próximas à Serra da Canastra. Descobrimos que para chegar até lá são necessários mais de 50 reais, valor do gasto por pessoa, pois pegaríamos dois ônibus até a cidade cuja distância é de 200 quilômetros de Uberaba. Com o destino Delfinópolis descartado, pensamos em outros locais mais próximos que tivessem belezas naturais e que o esforço da viagem valesse à pena. Sugeriram Buritizal, cidade de aproximadamente 3,6 mil habitantes que tem a cachoeira Véu das Noivas, com 130 metros de queda, como principal atração turística. Fizemos uma grande pesquisa para conhecer a cidade, pois nunca havíamos estado lá. Do site da prefeitura de Buritizal ao Google Ealth, colhemos informações e nos preparamos ao máximo para os possíveis imprevistos. O relógio tocou às 4 da manhã. Tínhamos que partir bem cedo, ao estilo das velhas comititivas boiadeiras, adiantar a viagem antes de o sol nos esquentar e se transformar em barreira. Um café da manhã bem reforçado, muito alongamento, protetor solar e, abarrotados de barras de cereal, bolachas e água, demos início às primeiras pedaladas por volta de 5h30 da manhã. A primeira parada se deu com 30 quilômetros percorridos, já no município de Delta, na margem do rio Grande. Em duas horas e meia, já havíamos deixado metade do caminho para trás. Um tempo razoável para quatro pessoas que não são nada afinadas com a prática de exercícios físicos. O grupo é todo otimismo. Pelos cálculos, em duas horas e meia estaríamos em Buritizal. Um pouco inseguros, apesar do mapa sempre à mão, pedimos orientação, sobre o caminho mais rápido, para Antônio, um senhor que estava no posto de Delta. Assim, trocamos a rodovia Anhangüera por estradas que serviram de atalho para economizar alguns quilômetros, que fazem muita diferença para quem viaja de bicicleta. Depois de uma subida interminável, a estrada que, na teoria, cortaria o caminho, nos levou ao trevo de Igarapava, novamente na rodovia Anhangüera. Fizemos uma curva sem necessidade, que atrasou a viagem; pagamos com energia de nossos corpos essa grande mancada. Ainda no trevo, uma
parada no Posto do Japão, para pedir mais informações.
Agora seria necessário seguir pela Anhangüera
até chegar próximo à entrada da cidade de
Aramina. |
Curso de Comunicação Social/Universidade de Uberaba - 2008 |