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Educação
ambiental na ETE
Estação de Tratamento de Esgoto
promove a conscientização sobre o cuidado com a
água
Maria Camila Osório
Maria Camila Osório
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Escolas municípais conhecem o processo da Estação de Tratamento de Esgoto através do projeto Água Viva |
3º período
de jornalismo
No bairro Santa Marta, Uberaba, um vento suave mexe
as ramas e folhas das árvores da avenida da Saudade, enquanto
o som harmônico dos caules envolve o leve clima da tarde de
outono, em meados de junho.
Acompanhados por esse
ambiente de paz, o biólogo Juarez Antônio Gomes Junior e
a estagiária do terceiro período de Gestão
Ambiental da Cefet (Centro Federal de Educação
Tecnológica), Driele Caroline Xavier, aguardam, no escritório
do Codau, o carro que os levará até a ETE Rio Uberaba
Francisco Velludo, ainda em construção, onde, de
segunda à sexta-feira, oferecem palestras sobre educação
ambiental.
Enquanto o carro se
afasta da cidade, a paisagem verde cresce dando a sensação
de que o horizonte funde-se no céu ainda azul. A dois
quilômetros da ETE (Estação de Tratamento de
Esgoto), o significado da palavra Uberaba, no Tupi-Guarani: “água
limpa e brilhante” se desvanece no fedor do esgoto provocado pelos
26.600 metros cúbicos de lixo que a cidade despeja todos os
dias no rio Uberaba.
Na entrada da
construção, vários operários recebem o
biólogo Juarez e a ambientalista Driele no meio de maquinarias
e materiais para a construção da ETE, enquanto, na sala
de palestras, esperam alunos de escolas municipais com o gibi “A
turma da Clarinha e o ciclo da água” nas mãos. Os
recursos utilizados na orientação e explicação
sobre o ciclo da água, o ETE e a ETA (Estação de
Tratamento de Água), fazem parte da educação
ambiental, junto com o Projeto Água Viva, que contempla três
vertentes de ações principais: Saneamento Ambiental
Integrado; Preservação/Recuperação
Ambiental e Cultural de Uberaba; Governança e
Planejamento.Juarez explica para as crianças, em uma linguagem
simples e clara, qual e como é o processo de tratamento de
esgoto, do saneamento de água, além de dar dicas como:
fechar a torneira enquanto se escova os dentes, tomar banho no máximo
em 10 minutos, entre outras. Tudo com o objetivo de ensinar a cuidar
corretamente da água.
Juarez, ao terminar as
apresentações, deixa claro o objetivo do trabalho:
“Tudo o que a gente faz depende unicamente da parte ambiental. Eu
não vejo nenhum outro lado, eu só viso no meu trabalho
a preservação do meio ambiente”.
Além do projeto
Água Viva, Uberaba conta com outros projetos de
responsabilidade ambiental. Um deles é a Agenda 21, que propõe
diretrizes para a implementação do desenvolvimento
sustentável e busca um equilíbrio entre desenvolvimento
econômico, social, ambiental e tecnológico em termos
mundiais, garantindo a qualidade de vida e a sobrevivência de
espécies. Esta agenda é um acordo assinado por 178
países na Eco 92, realizada no Rio de Janeiro.
A Agenda Verde é
composta por 6 itens: Anel Florestal de Uberaba, Programa de
Incentivo à Preservação Ambiental no Campo,
Recuperação de Matas Ciliares, Vamos Rearborizar
Uberaba, RPPN (Reserva Particular de Patrimônio Natural) e Mata
do Carrinho. O objetivo do trabalho desenvolvido nesses diferentes
projetos é a preservação do meio ambiente.
Esses projetos estão
sob a responsabilidade da Secretaria Municipal do Meio Ambiente e
terão continuidade em outras gestões.
Como entrar no campo
das cucas verdes? No dia-a-dia, é possível contribuir
com a preservação da natureza, independentemente da
idade. Pedro Tonus Pinheiro, 7, aluno da Escola Criativa, ajuda na
reciclagem em casa e no colégio. “Eu pego todas as caixas de
suco, de leite, papéis e levo pra escola, para separar e fazer
a reciclagem”, diz Pedro, que também chama a atenção
do irmão quando ele demora muito no chuveiro.
Para fazer parte e
entrar no grupo das pessoas que ajudam a cuidar do planeta só
é necessário desejá-lo, diz João Luis
Fausto operário da obra ETE Rio Uberaba. E Juarez complementa:
“Existem muitas pessoas que querem fazer projetos em todos os
campos da natureza, mas só é preciso de mais pessoas
para abraçá-los com força”.
Em síntese, os
projetos da cidade pretendem integrar ao cidadão através
da educação ambiental, tomando como principal campo de
atuação as crianças que, segundo Juarez,
ajudarão tanto na preservação do meio ambiente,
como na educação ambiental dentro do círculo
social de cada um. |