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Onde está minha metade?
Camila Cantóia |
Mônica Salmazo
3º período de jornalismo
Bem mais do que o desejo humano de
estar sempre em busca da felicidade e dos prazeres da vida, o homem
busca para si a perfeição. E o que seria um mundo ideal
sem a cobiçada alma gêmea? Desejos e necessidades.
Desejos são realizados e necessidades são satisfeitas.
Independente da respectiva intensidade, a paixão, sem dúvida,
é a maior busca do ser humano. Viver uma paixão ou um
grande amor nos faz sentir extasiados, alucinados, entusiasmados,
loucos por afeto, nos faz perder a hora, os sentidos e tudo fica mais
colorido e alegre. Mas será que todo esse mundo mágico
pertence somente a pessoas que estão lado a lado? Diria que
sim e digo que não! Estar ao lado de uma pessoa não se
remete simplesmente à forma física, diz respeito também
aos nossos limites.
O amor é sem fronteiras, sem
barras, mas, com certeza, cheio de obstáculos. Não é
o caminho mais fácil e nem o mais correto, muito menos o mais
simples, mas certamente é o mais repleto de diversões
em uma montanha russa de sentimentos. É muito bonito, belo e
sublime acreditar que existe amor eterno, mas por que será que
a maioria das pessoas não está pronta para amar alguém
a ponto de conseguir ficar longe? História de filme, não
é mesmo? Exatamente. Se os filmes são histórias
que expressam nossas fantasias, então por que é lindo
assistir a um filme no qual os protagonistas precisam ficar, às
vezes, a vida inteira separados? Por que, na vida real, uma parcela
bem pequena consegue viver e se submeter realmente à situação?
O homem quer amar, mas não suporta a barreira física.
Não é nossa culpa, afinal temos necessidade de
compartilhar nossas vidas. Uma boa pergunta para reflexão
seria: os amores que suportam as distâncias são mais
fortes do que os amores presentes fisicamente? Pode ser triste,
solitário, melancólico, depressivo, desesperador e
maduro não poder tocar ou abraçar a pessoa amada, mas
com certeza, sempre acreditaremos que valeu à pena.
Consideramos esses amores como o tesouro precioso da alma gêmea,
que resistiu a distâncias e ameaças, provou que não
importa onde você está, mas que é amado e nunca
está sozinho.
A ausência física pode
ensinar a ver um mundo diferente, e que mesmo assim é
colorido. O preço é caro, os riscos são muito
altos, mas ver os primeiros riscos alaranjados sob a fina camada de
branco clareando a vida compensa qualquer espera. Por isso, caro
leitor, devemos pensar que é gostoso conhecer pessoas e
vivenciar aventuras diferentes, mas repetindo: o caminho correto não
precisa ser o mais fácil e nem o mais simples. Quem sabe a sua
alma gêmea não está embaralhada entre as 6
bilhões de pessoas pelo mundo afora? Pense... |