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Pouca
idade, muito sucesso Jovens entram cada vez mais cedo no mercado de trabalho Joyce Nayara Rodrigues 3º período de Jornalismo Foi-se o tempo em que estudar era a única atividade dos jovens brasileiros. É cada vez maior o número de adolescentes que conciliam a vida estudantil com a atuação de algum cargo no mercado trabalho. De acordo com pesquisas da Síntese de Indicadores Sociais do IBGE, mais da metade dos jovens entre 15 e 24 anos ocupa um posto no mercado de trabalho e, na realidade de muitos destes, a escola não está presente. A cultura brasileira impõe a rotulação de trabalhador só para aqueles que têm carteira assinada. Por esse motivo, a profissionalização tornou-se um fator relevante para a contratação. Buscando alternativas para driblar as dificuldades de se conseguir um emprego, milhares de jovens têm encontrado a solução no próprio negócio. Com o espírito empreendedor e imensa vontade de adquirir a tão sonhada independência financeira, eles resolveram investir nas suas habilidades. O universitário Clayton Pereira Oliveira Silva é um exemplo claro de jovem empreendedor. Aos 21(vinte e um) anos de idade, Clayton desenvolve um trabalho bem-sucedido como promoter, na cidade onde mora. O empresário e estudante de Publicidade e Propaganda da Universidade de Uberaba revela que começou a trabalhar em uma empresa aos 16 (dezesseis) e foi lá que surgiu a idéia de ter seu próprio negócio. Claytim, como é conhecido o estudante, conta que gosta muito do que faz e isso é o grande segredo do sucesso. “Sinto-me bem, pois faço parte de um grupo de jovens que tem idéias novas e quer o melhor para o seu país.” Não são apenas projetos governamentais que investem na profissionalização dos jovens para inseri-los no mercado de trabalho. Diversas instituições privadas estão seguindo este caminho, pois descobriram que é no desejo de crescimento, estilo jovial e mente criativa que está a chave para a evolução empresarial no país. O Serviço Nacional de Aprendizagem Rural – Senar – é uma das muitas instituições privadas que oferecem ensino profissionalizante para jovens. Voltado para jovens pertencentes a comunidades rurais, o Senar promove a inclusão social através da educação de qualidade. O instrutor senariano Raimundo Papa Júnior explica que são milhares de jovens capacitados, aptos a atuar nos diversos segmentos do empreendedorismo rural e ramos agrícolas. “Além das habilidades básicas aprendidas nos treinamentos, os alunos têm noções de cidadania, segurança no trabalho e praticam exercícios que contribuem para seu crescimento pessoal”, enfatiza Raimundo. Para que as lideranças empresariais pudessem se reunir e expor em fóruns suas opiniões, foi criada a Conaje, a Confederação Nacional dos Jovens Empresários, que tem como missão representar as entidades, e informar jovens empresários com assuntos do seu interesse, e reunir empreendedores de todo o Brasil para difundir, divulgar e fortalecer novas práticas que fortaleçam os negócios no país. A empresária do ramo de vendas Leanny Nunes transmite bem a imagem de mulher forte e bem decidida. Apesar de pouca idade, a mineira de 24 (vinte e quatro) anos já sabe muito bem o que quer para si. Começou com uma loja de roupas para adultos e o prestígio foi tanto que Leanny abriu uma loja de confecções para crianças. Ela tem quatro funcionárias e conta que os negócios vão de vento em popa. Embora grande maioria dos jovens encontre dificuldades, como o desemprego, ainda mantém a esperança de conseguir um trabalho. No Brasil, pesquisas apontam que 66% dos jovens precisam trabalhar porque todo o seu ganho, ou parte dele, complementa a renda familiar. Junielle Gonçalves Morais, 21(vinte e um) anos, faz parte dessa porcentagem. A filha mais velha da família de três irmãos é Assistente Administrativo, natural de Salinas, no norte do Estado de Minas Gerais, e mudou-se para o Triângulo Mineiro à procura de melhorias. Junielle afirma que terminou o ensino médio e tentou bolsa para uma faculdade. Conseguiu e, com muita dedicação, formou-se em Pedagogia. Mesmo não atuando na área, ela diz que não pode ficar desempregada, já que a família depende da sua ajuda e que seu maior sonho é trabalhar para si. “Moro com um irmão mais novo e uma prima. Vim para o Triângulo para subir na vida, ter meu negócio e levar conforto à minha família.” É nesse cenário social que os jovens buscam seu espaço e tentam se adaptar às exigências do mercado. Sonham alto e mostram que idade não é obstáculo para o alcance do sucesso. |
Curso de Comunicação Social/Universidade de Uberaba - 2008 |