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A"música instrumental jazzística"com sotaque brasileiro Quando a improvisação converte-se num diálogo entre instrumentistas
Maria Camila Osório
3º período de Jornalismo Os olhares se entrecruzam como os sons dos instrumentos. Os três músicos instrumentistas estão ali, no bar Arquimedes conhecido por ser freqüentado pelos intelectuais. Outros quatro se encontram no café do teatro SESI Minas. Talvez os sete não se conheçam, mas o importante é a linguagem musical que deles emana. Uma linguagem que, com sotaques diferentes, quer chegar ao mesmo objetivo: dar a conhecer ainda mais em Uberaba essa cultura da música instrumental, que eles preferem não chamar propriamente de jazz. Cada músico, no seu instrumento, e do seu jeito, vai contando um caso na hora da improvisação. É como um papo entre amigos onde cada um intervém de acordo com o seu pensamento, com seu sentimento. E neste caso, são os acordes, os ritmos e a emoção da música que faz cada improvisação única. A essência da alma permeia o sentido objetivo por meio dos matizes sonoros com beleza, equilíbrio, harmonia e natureza; sintetizando emoções numa improvisação esteticamente única, onde o sentimento do prazer faz belo o exagero dos contrapontos melódicos e reflexivos da arte própria do indivíduo. Toda essa atmosfera de diálogos melódicos fazem parte do cotidiano de Uberaba com uma maior força desde o ano 2000. Atmosfera que continua na conquista de um público maior através da difusão da cultura. Segundo Carlos Valeriano, integrante do grupo de “jazz” Quarteto Feito Aqui, essa formação dentro deste tipo de música foi feito no bar Arquimedes, que abriu as portas à variedade cultural. Os integranteios do grupo que começaram nesse sonho de mostrar o que se estava produzindo em Uberaba na época são Carlos Valeriano, Fernando Borges, Ricardinho Moraes e Alex. A pessoa que incentivou todo o pessoal a experimentar neste campo foi o saxofonista Zeca, que veio do R de Janeiro, esteve durante três anos em Uberaba e, nesse período, compartilhou toda essa bagagem da música instrumental. A estética do improviso |
Curso de Comunicação Social/Universidade de Uberaba - 2008 |