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Universidade
valoriza práticas de cidadania
Mas
experiência deve ser monitorada para que o estudante não
seja prejudicado
Neusa das graças
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| Projetos são desenvolvidos por alunos da universidade |
Mônica Freitas
5º período de
Jornalismo
Você passou no
vestibular e está ansioso para, enfim, aprender a profissão
que escolheu. Surgem, então, algumas perguntas:
– Será que é
isso mesmo que eu quero?
– Vale à pena
fazer o que se gosta?
– Vou arrumar um
emprego nessa área?
É aí que
entra em cena o estágio, que pode ser tanto uma boa opção
para conhecer a carreira escolhida, quanto uma forma de entrar no
concorrido mercado de trabalho. É... Pode ser... Para isto, é
preciso compreendê-lo melhor.
Existem, basicamente,
dois tipos de estágios: o curricular obrigatório, com a
carga horária e período inicial estipulados pela equipe
pedagógica de cada curso; e o não obrigatório,
sendo opcional e geralmente remunerado. O valor da remuneração
(ou bolsa-auxílio) é fixado pela empresa. O aluno pode
também fazer uma espécie de estágio não
obrigatório de férias – uma boa opção,
por exemplo, para cursos multiperiódicos. Kátia Melo,
técnico-administrativa do Programa de Estágio da Uniube
(Proest), aconselha dar entrada nos papéis, com antecedência
mínima de dois meses, para o estágio de férias.
O Proest é um
programa de monitoramento de estágios, de acordo com as normas
da legislação brasileira, que coordena os quarenta e
três cursos ministrados pela Uniube. Cristina Scoda, assistente
administrativa do projeto, esclarece que o site do programa
disponibiliza vagas para estágios em todas as áreas:
para acessá-lo, é só entrar na página do
aluno no sistema da Uniube, pela Internet, e clicar no ícone
do Proest. Para tornar-se um possível estagiário
aprovado pelas empresas conveniadas, ela dá a dica:
acesse a página no mínimo uma vez por semana e mantenha
seu currículo sempre atualizado, com uma foto recente.
O Proest mantém
contatos com instituições que fazem a ponte entre
empresas e universidades. Frederico Marinho, diretor
regional do Centro de Integração Empresa e Escola
(CIEE) em Uberaba, afirma que o aluno tem que ter responsabilidade
com o estágio na empresa contratante e pode entrar em contato
com o centro se sentir-se lesado por ela. Declara, ainda, que o
estágio ideal é aquele que não atrapalha os
estudos e nem a teoria, mas sim, complementa a formação.
Adriana Pereira,
assistente pedagógica do curso de Enfermagem, chama a atenção
para o trabalho voluntário como forma de os iniciantes
respeitarem e humanizarem a profissão que ela define “como a
arte de cuidar”. Mônica Gomes Oliveira, aluna do oitavo
período de Enfermagem, afirma que o estágio lhe
proporcionou autoconfiança, flexibilidade, espírito de
equipe e valores humanos. “Ele me fez ver que essa profissão
é realmente o caminho que eu quero seguir na minha vida.”
O professor de medicina
Joaquim Pereira reforça com seus alunos a importância de
uma teoria sólida aliada a um estágio consciente. Ele
defende a promoção de saúde da família e
chama atenção para a importância da atualização
constante. Para ele, “a medicina é bonita, ampla,
apaixonante, ela vale à pena...”.
Estágio não
é emprego
Marco Antônio Nogueira, diretor do curso de
Administração de Empresas, observa que o mercado de
trabalho está muito seletivo. “Se o mercado tem ofertas, não
significa que elas são suas: vocês têm que se
qualificar.” Ele ressalta ainda que “estágio não é
emprego”. Segundo a legislação, as empresas só
podem contratar cada aprendiz por, no máximo, dois anos,
renovando o contrato de seis em seis meses.
Alunos devem ficar
atentos e saber discernir estágio de emprego. Há
empresas que, ao invés de contratar profissionais graduados,
acabam constituindo grande parte do corpo de funcionários com
“estagiários” que trabalham além do permitido pela
legislação e ganham um salário muito baixo. Esse
tipo de exploração do trabalho é ilegal e não
contribui para a formação profissional. Além
disso, corrompe o mercado de trabalho, pois, nessas condições,
o estagiário de hoje torna-se o desempregado de amanhã:
a empresa acostumada com mão-de-obra barata geralmente não
contrataum profissional qualificado por um salário justo.
Para Marco Antônio
Nogueira, desde que devidamente regulamentado, o estágio
contribui para auxiliar a formação de profissionais com
espírito empreendedor e com embasamento para melhorar a
competitividade das empresas. E, para finalizar, lembra-se de uma
frase do mestre da administração Peter Drucker que
poderia ser muito bem aplicada na escolha de um estágio ou na
construção de uma carreira: “Não existe um
país rico ou pobre: existe um país bem ou mal
administrado”. |