Coitado não!

Quando vemos uma pessoa que tem alguma deficiência física, o primeiro sentimento que temos é: "ah, coitado!". Milhares de questões atordoam nossas cabeças imaginando as mil e uma dificuldades que um deficiente tem. Aí que vem a surpresa. Muitos são artistas e nos deixam encantados com as suas obras.

Depois de ler a matéria com a pintora, me perguntei: será que os cegos realmente não vêem? E os surdos, será que eles não escutam, não falam e, assim, não conseguem se comunicar?

Sinceramente, é muita tolice pensar assim. Quer exemplo? O Aleijadinho é o verdadeiro retrato de um artista. Venceu sua deficiência e produziu peças raras que enchem os olhos e o coração de quem as vê. Sendo um orgulho para os considerados "normais".

A nossa personagem da matéria de capa do Revelação, Paula Fonseca Augusto, é deficiente auditiva e nem por isso se sente dimiuída. Ela tem um talento incrível com as mãos. A jovem possui um ateliê na pequena cidade de Capinópolis (MG) — que fica a 350 km de Uberaba — onde ensina de crianças a idosos a arte de pintar.

São Paulas, Anas, José, Carlos. Há uma infinidade de talentos espalhados por este mundo. A deficiência não está neles, porém no coração de quem vê. Pois, só incapaz de realizar aquele (a) que realmente tem este desejo ou quem não tem desejo nenhum.

O maior estímulo para ultrapassar os obstáculos que a vida distribui, além do primeiro passo, é a vontade de fazer diferente. Afinal, nem tudo que parece ser tão diferente, é tão diferente quanto pensamos.