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antigo problema: exclusão social
Ana Paula Almeida 1º Lic.Ing.Port.-UNIUBE Ter imaginado que o preconceito pode ser uma forma de autodefesa me levou a indignação. Procuro identificar motivos para absurdos que fazem parte do cotidiano da humanidade e é vexatório, para não dizer humilhante, sentir o desprezo e a falta de solidariedade mundial. Companheirismo, em casos isolados, é pouco para colocar o que é necessário ser posto em seu devido lugar. Mas o que isso tem haver com o preconceito? Minha indignação vem no bojo da lei que garante 50% das vagas em faculdades públicas para egressos das "escolas públicas". E isto, me soa como uma caridade, uma gentileza ou um favor que o Estado faz àqueles que ele - o Estado julga menos favorecidos. Por que não melhorar os Ensinos Fundamental e Médio? Ao invés de testar alunos em ENEMs, PASs, PAIESs e outras siglas mais. Por que não se testar escolas e professores? Essas duas etapas, entre fundamental e médio, perfazem onze anos de puro descaso governamental, falta de estrutura e professores mal remunerados que estabelecem o caos na educação que aí está. E a cada governo que se estabelece vemos projetos duvidosos e equivocados, que me levam a crer que não acrescentam nada em nosso sistema de ensino e sim, excluem e subestimam a capacidade de muitos dos que ali estão. Sejam eles para aprender ou ensinar. Estabelecer determinada quantidade de vagas para alunos de estabelecimentos públicos ou alunos negros torna, no meu ponto de vista, um ato discriminatório, que denigre a imagem dos tais e os impede de acreditar em suas próprias capacidades. Tais medidas do governo tornam-se vergonhosas. Os principais envolvidos e interessados, no entanto, aceitam calados e se conformam com o descaso imposto por projetos eleitoreiros que se apresentam. Lutar para que os futuros ocupantes das cadeiras universitárias, que em alguns anos desocuparemos, não sofram com esse preconceito mascarado é um dos objetivos de nossa prática de cidadania. Quem mais, no entanto, se habilita? |