Festival de dança reúne artistas de 30 cidades brasileiras

O DançAraxá 2004 reuniu 1410 bailarinos para a competição


O Dançaraxá trouxe para a cidade 65 grupos de todo o país


O Barreiro também foi cenário, a mostra foi no Cine Teatro Titadentes, do Tropical Grande Hotel
Gisele Montandon
6 período de Jornalismo

As cortinas se abrem e o público aprecia com brilho no olhar o que há de mais belo e encantador. Mais uma vez, a Cia. de Dança Sesiminas de Belo Horizonte (MG) é convidada para a abertura do 4º Dançaraxá. Com talento e dedicação, os bailarinos André Teixeira e Carla Armanso apresentaram um pas de deux com a coreografia Dianna e Acteon.

O quarto festival competitivo de dança, um dos maiores do país, realizado entre os dias 19 e 22 de agosto, trouxe para Araxá cerca de 65 grupos que resultaram um total de 250 coreografias. No ano passado, 1280 bailarinos participaram do festival, este ano vieram 1410 dos estados de São Paulo (SP), Espírito Santo (ES), Minas Gerais (MG), Goiás (GO) e Brasília (DF).

O evento teve também com a participação de instituições especialmente convidadas como a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE), a Fundação de Assistência ao Deficiente de Araxá (FADA), a Escola Municipal Vasco Santos, Escola Padre João Botelho e a Escola Lia Salgado.

O quarto DançAraxá contou com a coordenação da empresária Elaine Borges, da Escola de Dança Elaine e Cia, que dividiu o comando com a bailarina e professora Polyana Cardoso e a diretora do Serviço Social do Comércio, SESC/MG, Sônia Ribeiro. O SESC disponibilizou o local para as apresentações e hospedagem e, juntamente com a rede hoteleira da cidade, abrigou 60% dos bailarinos. O restante ficou em escolas e instituições. Foram montados dois palcos livres para as mostras, sendo um na Praça Governador Valadares, no centro da cidade, e outro no galpão da Matriz Santo Antônio. O Barreiro também foi cenário, a mostra foi no Cine Teatro Tiradentes, do Tropical Grande Hotel.

Cerca de trinta cidades participaram do evento. Entre elas, grupos apresentaram pela primeira vez como, por exemplo, o Aplik Dança e Cia., de Vila Velha (ES). A escola tem apenas dois anos e competiu pela primeira vez com a categoria juvenil apresentando as modalidades ballet clássico e dança de rua. Segundo a professora Laudeme Martins, a escola participou o ano passado, mas com o grupo Revelação que ganhou o segundo lugar na modalidade dança de rua. "Essa é a primeira vez que nossas bailarinas, participam de competições fora já que nossa localidade é distante. Aqui é mais acessível".

O Grupo Corpo e Ação (Escola de Dança Elaine e Cia.), teve uma participação especial no último dia com a modalidade jazz. A Cia. Artevida, de Brasília; Ballet Movimento, de Belo Horizonte; Mini Black Rap, de Congonhas (MG); Cia. De Dança Kathak Amador, de Araxá (MG); Comitiva de Dança Hipnose Hypnose, de Araxá (MG); Escola Passos de Dança, de Passos (MG); MUSIKA!Centro de estudos, de Goiânia (GO); Fabyarte, de Uberaba (MG); La Danse, de Cerquilho (SP) foram algumas escolas participantes do festival.

A forma de premiação este ano foi modificada. Elaine explica que o prêmio nos anos anteriores era apenas para a escola de maior destaque durante todo o festival, este ano a premiação foi por modalidade. Segundo a diretora do SESC, Sônia, além dos troféus a premiação em dinheiro variou de R$ 200,00 a R$ 400,00.

Os critérios de avaliação para cada modalidade foram: técnica, harmonia e sincronia. Todos os participantes receberam certificado de participação. A competição foi avaliada por um corpo de jurados conceituado como Ismael Guiser, que iniciou sua carreira profissional nos Teatros Cólon, Argentino de La Plata, é professor na Cia. De Dança Cisne Negro no Ballet Stagiun e na sua própria escola Ballet Ismel Guise; Marcelo Cirino, de Santos (SP), diretor e coreógrafo do primeiro grupo profissional Dança de Rua do Brasil e Regina Dragone, de Uberaba, diretora e bailarina da Cia. Profissão Dançar.

Anexo ao local das apresentações, estandes vendiam produtos de marcas famosas no mundo da dança. Os produtos eram bastante diversificados: chaveiros, blusas com estampas, sapatilhas, bolsas, calças e outros relacionados a todo estilo de dança. Segundo Elizabeth Costa, empresária, o comércio está bem melhor em relação ao ano passado, "o festival está crescendo e consequentemente as vendas também tendem a aumentar".

O DançAraxá está crescendo muito em estrutura e qualidade e isso anima as organizadoras. "É muita responsabilidade. A emoção é muito grande e está no sangue, em cada alma. A gente faz porque gosta. E é muito gratificante ver o que podemos proporcionar para esses grupos porque percebemos a seriedade de cada um, a presença deles no dia da competição e a espera do resultado, mesmo quando não podem ficar para ver o classificação", declara Elaine, uma das responsáveis pela realização e sucesso do DançAraxá durante esses quatro anos.