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Encontro
promove a troca de experiências em educação social
Encontro promovido pelo Projeto Acolhida Marista discute pedagogia e experiência comunitária
Soraya
Higino O Colégio Marista Diocesano sediou, no último fim de semana, o 1º Encontro Marista de Educação Social (EMES). O evento, promovido pelo Projeto Acolhida Marista, teve como objetivo principal compartilhar a experiência dos dois anos do projeto construído dentro da própria casa. "Embora tenha uma proposta pedagógica, muita coisa foi construída com a vivência,no dia-a-dia. Então, a gente quer compartilhar esse conhecimento que foi adquirido ao longo dessa experiência", afirma a psicóloga e coordenadora do projeto, Eliana Venâncio Resende. A
programação incluiu palestras e apresentações
culturais do Educandário Menino Jesus de Praga, do Asilo Santo
Antônio, da Associação de Pais e Amigos Excepcionais
(APAE) e do grupo teatral TEAMAR. Ainda houve momentos de perguntas
e debates. Paralelamente ao 1º EMES, aconteceu a 2ª Feira de Economia Solidária (FES). Ela teve por objetivo integrar diferentes grupos da cidade, cuja proposta de colocação de seus produtos no mercado estavam ligadas ao respeito ao próximo e ao meio ambiente. Entre os produtos vendidos estavam artesanatos em geral, doces, queijos, produtos de limpeza, tapeçaria e brinquedos pedagógicos. O Projeto O projeto Acolhida Marista nasceu da necessidade de se fazer um trabalho de promoção humana com as crianças e adolescentes que mendigavam nas imediações do Colégio Marista Diocesano. Começou com um jogo de futebol, ao qual posteriormente foram integradas propostas pedagógicas. As famílias também foram convidadas a reunirem-se mensalmente no colégio. Este trabalho com as famílias foi realizado por um assistente social que visitou as casas. Iniciado em 1999, o projeto funcionou dentro do colégio, nas tardes de sábado, por dois anos e meio. Tendo em vista que as necessidades de um projeto social diferem das de uma escola formal, tornou-se urgente a mudança para uma sede própria. Foi no dia 1º de abril de 2001 que o projeto pôde desfrutar de sua própria casa. Hoje, são 42 meninos, de 7 a 16 anos, que participam das atividades. "Posso dizer que hoje eles não são mais meninos de rua. Já estão integrados na sociedade", afirma Eliana. Além de estudarem, eles fazem cursos profissionalizantes. Três já estão empregados.
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