O despertar de um verso


Etineri
3° ano de letras/ Espanhol

A tempos não lhe escrevo com tamanha fidelidade:
Pois à tempos meu verso se fez silêncio.
Ele às vezes adormece feito criança,
Num suspiro puro e profundo.
Estou só
A praça está só
A mesma praça de antes,
Com paisagem de fundo.
A velha igreja de Santa Rita:
Orgulho do povo Uberabense.
O vento penteia os coqueiros
Que fazem os pássaros cantar.
Meu verso ainda que adormecido estremece
E num estalo de segundo,
Desperta sublime e torna a reinar
Como o velho rei em seu trono.
Meu verso me sustenta
Ele é força que emerge e sai do coração,
Nele escrevo tudo que calo
Transcrevo o cansaço que às vezes me vem.
Amo meu verso
A cada amor que encontro,
Em cada TE AMO dito
Ao amor que reencontro.
Ah! A poesia me dá vida,
Me dá coragem e inspiração
Mas ela também me castiga
E entristece tirando o chão.
O que seria de mim sem meu verso:
Para descrever o que vem do coração,
Sem ele não há poesia
E sem poesia vivo sem razão!