Cuidados com a TV

Quando manipulamos o controle remoto da TV, quem na verdade está no controle? Esse é o questionamento de um grupo de ativistas que há 10 anos realiza a campanha Semana da TV Desligada. Para eles, essas férias de televisão podem se tornar um momento importante para que possamos refletir sobre o papel da mediação simbólica e dos conglomerados de comunicação nas nossas vidas.

Há diversas teorias conflitantes sobre a influência da TV em nosso psiquismo. Alguns alertam que o excesso de televisão pode gerar deficiências cognitivas e outros dizem que a má qualidade da programação pode instigar comportamentos anti-sociais. Entretanto, há quem relativize essas críticas, defendendo que o telespectador não é manipulado pela TV, primeiro porque este veículo proporciona grande coeficiente de distração, mas sobretudo porque as modernas teorias de recepção já deixaram claro que todas as informações transmitidas não são recebidas de forma passiva, mas reelaboradas por cada indivíduo.

Mesmo assim, deixar de refletir sobre esse fabuloso veículo de comunicação é negar a importância e a influência econômica, política e cultural da TV nas sociedades ocidentais. Os atrevimenstos culturais desses ativistas podem mostrar-se particularmente saudáveis porque provocam rupturas no senso comum e abrem novas possibilidades de questionamento crítico.


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