Ciências Aeronáuticas reúne aeroclubes de toda região

Integração marcou cerimônia de inauguração do curso em Uberlândia

Fotos: Guilherme Ferreira
Wander Montandon (ao microfone) é o diretor do curso de Ciências Aeronauticas da Uniube


Francisco Luís foi o idealizador do encontro


Comandante Edson Rodrigo Giacomine garante que voar é seguro


Natália Vieira foi a única mulher a ingressar no 1 período do curso

Erileine Faria Rodrigues
Guilherme Marinho
Sônia Lopes
2 ° período de Jornalismo

O curso de Ciências Aeronáuticas da Universidade de Uberaba iniciou suas atividades no Campus Uberlândia. A cerimônia de inauguração foi realizada no Aeroclube de Uberlândia, no dia 2 de março, em clima de festa e muita expectativa dos alunos do primeiro período, que pela primeira vez comandaram um avião com a supervisão de um instrutor.

O evento reuniu, além dos Aeroclubes de Uberlândia e Uberaba, as Escolas de Aviação das cidades de Araxá, Araguari, Ituiutaba, Patos de Minas, Votuporanga (SP), mais as Escolas Particulares EJ Escola de Aviação de Itápolis (SP) e Hárpia Escola de Aviação Civil (Uberaba e Uberlândia).

Para o professor Francisco Luís Corrêa, 47 anos, idealizador do encontro, essa foi uma maneira de integrar os alunos dos diversos Aeroclubes e demonstrar a credibilidade da Uniube.

"Sempre houve a idéia de fazer o evento com atividades aéreas de forma festiva, mas organizada, demonstrando que o curso também é feito de uma parte prática. Na verdade, demorou para sair, mas finalmente conseguimos, houve a oportunidade", explica o professor Corrêa. Nesta aula inaugural, os alunos tiveram, pela primeira vez a oportunidade de sentir a responsabilidade de ter um avião em mãos.

As reações dos alunos foram diversas, desde a tranquilidade impressionante até a vontade de desistir do curso após o vôo. "Quando chegamos no solo o aluno disse: ‘Nossa não sei se é isso o que quero’, e eu falei para ele ficar calmo, pois era o primeiro vôo. Então, é treino, prática". Conta o aluno do 5º período, João Paulo Castro de Carvalho, 22 anos, que acompanhou alguns calouros durante o vôo.

Já a aluna Natália Vieira, 17 anos, a única mulher a ingressar no 1º período, diz que: "a sensação foi muito boa, me deu mais vontade ainda de fazer o curso, de
começar as minhas horas de vôo. Não senti medo, e agora é só voar".

Este encontro foi de extrema importância para os calouros pois puderam ter contato com alunos veteranos e com profissionais que já estão no mercado de trabalho. E comprovaram que voar é realmente uma "coisa" segura, pois nada é feito sem uma prévia autorização da torre de comando e sem um roteiro de todas as etapas do vôo. "E para nós professores também foi gratificante porque orientamos os alunos e conseguimos relacionar a teoria dada em sala de aula com a prática do vôo" afirma o Comandante Edson Rodrigo Giacomine.

" A aviação é uma atividade universal e necessariamente exige parceiros. Qualidade em voar se traduz em uma única expressão: Segurança de Vôo." Explica o professor Corrêa. Encontrar parceiros e preservar a segurança no ar foi o grande pivô deste encontro de aviadores.