As caixas de Pandora

Quais são os mistérios que as mulheres guardam em suas inseparáveis bolsas?

Andresa Afonso Dias
Graziela Oliveira
Sandro Caldeira Santana
2 ano de Jornalismo

Foto: Graziela Oliveira

Acredite: isso tudo estava dentro de uma bolsa feminina

Grandes, pequenas, coloridas, discretas, de linha ou de couro. Elas estão em toda parte. Acompanham desde uma simples ida ao supermercado até as mais chiques festas. Nunca saem de moda, muito menos do guarda roupa de uma mulher.

A bolsa é um acessório indispensável, companheira fiel, capaz de guardar inúmeros objetos. Mas, durante um bom tempo, ela não fez muito sucesso. É que, antigamente, as saias que as mulheres usavam já vinham com uma espécie de bolso embutido e, assim, elas guardavam tudo na própria roupa.

Depois das Revoluções Francesa e Americana é que os bolsos foram suprimidos das roupas. A moda tornou-se mais simples e valorizava o corpo da mulher. Sem bolsos, as bolsas caíram no gosto feminino. No começo, meio tímidas, não passavam de saquinhos presos por cordas de seda nas saias.

O sucesso veio mesmo na Idade Média. As bolsas eram pequenas e guardavam rendas, materiais de costura, remédios, leques, tabaco, chaves e escova de cabelo. Algumas eram feitas principalmente para que se colocassem livros de oração. Mas não pense que só as mulheres tinham bolsas. Os homens também desfilavam com as suas, que eram maiores e serviam para armazenar documentos importantes.

No século 16, a procura foi tanta que começaram a surgir inúmeras confecções especializadas em toda a Europa. No século seguinte, foi criada uma espécie de mini bolsa, chamada de bolso de livro para guardar o dinheiro. Mais ousadas, as mulheres passaram a levar em suas bolsas outros objetos, além dos convencionais espelhos, sais de cheiro e bebidas.
No final do século 19, a moda era as pequenas e delicadas bolsas usadas na cintura, chamadas chatelaines, popularizadas pela princesa Alexandra, da Dinamarca. O couro de jacaré estava em alta.

Com a industrialização, o mundo se viu rodeado de bolsas dos mais variados modelos feitas de diversos materiais e com preços diferentes para agradar aos diversos estilos. Peles de animais como bezerro, foca, leão marinho, lagarto e crocodilo eram as mais usadas na fabricação das bolsas.
No século 20, a bolsa assumiu de vez o posto de acessório fundamental no vestuário feminino. A cada ano, milhares de modelos são criados para satisfazer as necessidades da mulher moderna. Para cada ocasião, um tipo de bolsa especialmente modelada para aquele compromisso.

Mas, o que será que as mulheres tanto carregam em suas bolsas? Você já parou para pensar no que podemos encontrar além de dinheiro, batom e uma agenda de telefones? O Revelação deu uma volta pelo Campus Aeroporto para descobrir...
Grande parte das mulheres entrevistadas não saem de casa sem a bolsa, que se tornou um acessório multifuncional e obrigatório. E o mais interessante é saber que elas buscam uma certa combinação com as roupas que vão vestir. Algumas colocam tudo separado dentro das bolsas, como carteira para documentos, necessaire de maquiagem e até mesmo instrumentos de trabalho. Outras, para não esquecerem trazem sempre o anticoncepcional junto.

Existem mulheres que usam suas bolsas até como depósito de lixo. É o caso da estudante do 1° período de Farmácia, Sabrina Guimarães Brilhante. Em sua bolsa, há uma repartição onde ela guarda papéis de bala e rascunho e, só quando ela chega em casa, ela joga fora. "Você pega uma bala, não tem lixo por perto, não vai jogar no chão, né?", disse a caloura.
Já a aluna do 1º período de farmácia, Tatiana Pierini não sai de casa sem uma bolsa. Ela tem uma que combina com cada roupa. "Mesmo que não tenha dinheiro, a bolsa está lá".
A estudante do 4° período de Fisioterapia, Monisia Maximiana, que trabalha como auxiliar de enfermagem, carrega, além de fotos do marido e do filho, um termômetro e um material de puncionar veia. Mas tudo está solto dentro da bolsa!

Encontramos a professora de Direito, Rita Cunha Campos, que tem uma bolsa super organizada. "Na minha bolsa tem chave, meu cartão de ponto, carteirinha da OAB, outra com batom, outra bolsinha com caneta, borracha, lápis…"
A professora ressalta que gosta de carregar um a foto de Santa Edwiges (a santa dos endividados), Santo Expedito (o santo das causas impossíveis) e de Santa Rita, que é sua xará.
Adriana Big, 7° período de direito, que mora na cidade de Conceição das Alagoas, nunca esquece o Disc man, pois como viaja é uma forma de lazer. Santinhos e fotos ficam dentro da carteira. Ela gosta muito de bolsas. "Estou sempre trocando".

Keila Cristina Alves, 2° período de Farmácia, é prática: normalmente usa somente dois modelos de bolsas uma preta e outra caramelo. Ela também não sai de casa sem uma. "Bolsa é fundamental."
As alunas Anete Costa Melo e Érica Cristina de Oliveira, do 2° período de Ciências Biológicas, também não largam suas bolsas, Érica está sempre com uma medalhinha, que ela utiliza para dar sorte e Anete tem estoque colorido de seis bolsas, uma para cada ocasião.
É, realmente as mulheres são muito ligadas a essa companheira. Aonde quer que elas vão, sempre levam suas bolsas, com seus infindáveis objetos e segredos…




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